Eliane Berger lutava contra um câncer há seis anos - 12/11/2017

Morre a mulher do ex-ministro Guido Mantega

Por Conteudo Estadão.

A psicanalista Eliane Berger, mulher do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, faleceu na madrugada deste domingo após luta de vários anos contra o câncer. Nos últimos dias, houve piora do quadro de saúde e fora registrada falência múltipla dos órgãos.

Guido Mantega e Eliane Berger eram casados há quase duas décadas e a doença foi detectada ainda quando o economista ocupava o cargo de ministro da Fazenda.

O drama familiar foi agravado pela crise política. Em fevereiro de 2015, quando acompanhava sua mulher no hospital, Mantega foi hostilizado na lanchonete do Einstein, sendo insultado aos gritos de “vá para o SUS”.

Em setembro de 2016, a prisão de Mantega provocou polêmica por ter ocorrido às portas do hospital, onde o ex-ministro acompanharia a mulher em uma nova cirurgia. Tanto que, hora depois, o juiz Sergio Moro revogou a prisão.

Até então, a mais ruidosa aparição do nome de Eliane aconteceu em fevereiro de 2007, quando a chácara onde o casal passava o Carnaval, na cidade de Ibiúna, foi invadida por assaltantes. Três dias depois, a psicanalista disse, em entrevista, que “não queria fazer reconhecimento de ninguém” e que “os caras foram supergentis. Só queriam dinheiro”. A declaração fomentou ataques de adversários.

Apontada por amigos da família como otimista e delicada, Eliane foi econômica nas manifestações públicas. Em julho, no entanto, assinou abaixo-assinado pela exoneração do juiz Sérgio Moro. “Sou democrata”, justificou.

Em fevereiro, foi signatária de petição contra a indicação do hoje ministro Alexandre Moraes para o STF (Supremo Tribunal Federal). Também endossou manifestos contra o presidente Michel Temer. Amigo de Mantega, o economista Luiz Gonzaga Belluzzo lembra que seu último encontro aconteceu em abril do ano passado, no aniversário de Mantega. Após uma longa conversa sobre filosofia, acertou de enviar-lhe o livro “Phenomenology of the End”, do italiano Franco Berardi, o “Bifo”.

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Comentários

disse:

em 31/12/1969 - 09:12